Prefeitura de Rio Branco publica decreto com orientações aos agentes públicos para as Eleições 2026

Objetivo do Decreto Municipal

O Decreto nº 1.727, publicado pela Prefeitura de Rio Branco, tem como função principal oferecer diretrizes específicas para os agentes da Administração Pública Municipal visando as Eleições de 2026. A implementação deste documento busca a prevenção de práticas que possam ser interpretadas como favorecimento ou manipulação eleitoral. A ênfase está na manutenção da igualdade de oportunidades entre os candidatos, além da proteção da estrutura administrativa pública, evitando que recursos governamentais sejam utilizados para promover ou prejudicar partidos políticos ou seus representantes.

Condutas Proibidas durante as Eleições

Para garantir a integridade do processo eleitoral, o decreto especifica uma série de comportamentos que são considerados inadequados. Entre as principais proibições estão:

  • Uso de Recursos Públicos: Está vedada a utilização de veículos, imóveis, equipamentos e serviços públicos em campanhas.
  • Cessão de Funcionários: O fornecimento de servidores públicos para atividades eleitorais durante o expediente é estritamente proibido.
  • Divulgação de Campanha: O emprego de sistemas, e-mails funcionais e redes sociais institucionais para promover propaganda eleitoral não é permitido.

Estas medidas visam assegurar que a administração pública atue de modo imparcial e ético durante o período eleitoral.

Regras para a Publicidade Institucional

A publicidade promovida pela Prefeitura durante um ano eleitoral deve ter um caráter educativo e informativo, evitando qualquer forma de promoção pessoal. Especificamente, as campanhas e comunicações devem se focar no bem-estar da sociedade, sem associar nomes de autoridades ou servidores em suas divulgações. Além disso:

  • A publicidade deve ser restrita durante os períodos eleitorais definidos pela legislação.
  • Canais de comunicação como sites e redes sociais que pertencem ao município precisam passar por uma revisão, a fim de retirarem conteúdos que possam ser considerados promoção pessoal.
  • Exceções são feitas a informações obrigatórias por lei, como aquelas relacionadas a prestação de contas e transparência.

Responsabilidades dos Agentes Públicos

Os servidores e autoridades municipais têm a obrigação de assegurar que suas ações estejam de acordo com as disposições do decreto. As principais responsabilidades incluem:

  • Orientação de Equipes: É dever de secretários e dirigentes instruir suas equipes sobre as regras e assegurar a comunicação de qualquer irregularidade.
  • Interrupção de Irregularidades: Ação imediata deve ser tomada se forem identificadas práticas que infrinjam as diretrizes estabelecidas.
  • Preservação de Documentos: Documentos que comprovem a regularidade dos atos administrativos devem ser mantidos e protegidos.

Programas Sociais e Eleições

Durante o ciclo eleitoral, a Administração Pública está restrita quanto à distribuição de bens, valores ou benefícios. Contudo, programas sociais que já estejam em funcionamento podem prosseguir, desde que respeitem as normas previamente estabelecidas. O decreto também proíbe:



  • Que esses programas sejam usados para fins eleitorais.
  • Exibições promocionais em iniciativas sociais ou serviços públicos.

Além disso, é essencial que haja uma atenção especial nas inaugurações de projetos e eventos oficiais, garantindo que não haja promoção pessoal.

Transparência e Prestação de Contas

A capacitação da sociedade sobre o que acontece nas esferas públicas é um princípio fundamental. O decreto reforça a necessidade de:

  • Publicação de informações que garantam a transparência.
  • Permanência de prestações de contas regulares, mesmo em período eleitoral.

Informações indispensáveis para a sociedade não devem ser afetadas por questões eleitorais, e transparência deve prevalecer durante todo o processo.

Fiscalização das Ações dos Servidores

Com a intenção de garantir que as normas sejam seguidas, a fiscalização é um pilar nesse contexto. Os órgãos responsáveis pelo controle interno devem:

  • Tiverem garantida sua independência e imparcialidade.
  • Prevenir qualquer interferência que se baseie em interesses político-partidários.
  • Registrar e lidar com qualquer questão que possa sugerir retaliação ou tentativas de silenciamento.

Os atos de fiscalização devem ser tornados transparentes e acessíveis para evitar quaisquer desconfianças.

Direitos Políticos dos Agentes Públicos

Embora as restrições durante o horário de trabalho sejam rigorosas, os servidores ainda têm o direito de exercer sua cidadania fora do expediente. Isso implica:

  • Participação em eventos políticos desde que não utilizem recursos públicos.
  • Liberdade para engajamento em ações partidárias.

Entretanto, é vital que essa participação não interfira com suas funções públicas, mantenham a ética e a imparcialidade.

Impactos e Consequências do Decreto

Descumprir as normas estabelecidas pode acarretar punições que incluem responsabilidade:

  • Administrativa: Medidas disciplinares e possíveis sanções administrativas.
  • Civil: Compensações financeiras ou de reparação aos danos cometidos.
  • Eleitoral: Impedimentos e outras sanções eleitorais.
  • Penal: Consequências legais para quem desrespeitar as leis eleitorais.

Tais repercussões visam não apenas punir, mas também prevenir irregularidades futuras, promovendo um ambiente eleitoral mais justo e transparente.

Articulação entre Secretarias e Órgãos

A cooperação entre as diversas secretarias e órgãos municipais é fundamental para o sucesso do cumprimento do decreto. Isso envolve:

  • Comunicação constante e eficaz entre setores.
  • Planejamento conjunto de atividades e iniciativas que estejam em conformidade com as diretrizes.
  • Treinamento e capacitação contínuos dos servidores sobre as normas.

Uma atuação coordenada é essencial para garantir que as normas e regulamentos sejam respeitados, garantindo a equidade e a integridade do processo eleitoral.



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